As fraturas estão entre as lesões mais comuns nos serviços de emergência, mas ainda cercadas por desinformação. Muitos acreditam que só há fratura quando o osso “sai do lugar”, o que é um equívoco. Pequenas fissuras também representam fraturas e exigem avaliação médica cuidadosa para evitar complicações futuras.

Outro mito frequente é o de que toda fratura precisa de gesso. O tratamento ideal depende do tipo e da gravidade da lesão, da idade do paciente e da região afetada. Em alguns casos, o uso de placas, parafusos ou fixadores externos é o mais indicado para garantir estabilidade e recuperação completa.

A reabilitação também é muitas vezes negligenciada. O retorno à força e à mobilidade exige fisioterapia e acompanhamento técnico após a imobilização ou cirurgia. Ignorar essa etapa pode comprometer o resultado final e prolongar o tempo de recuperação.

A SBTO reforça que toda suspeita de fratura deve ser avaliada por um ortopedista especializado em trauma. Informação correta e diagnóstico precoce são as melhores formas de evitar sequelas e garantir segurança em cada fase do tratamento.