A prática esportiva é fundamental para a saúde, mas quando feita de forma intensa e sem os devidos períodos de recuperação, pode trazer riscos sérios. Entre eles, as fraturas por estresse vêm ganhando destaque na ortopedia, especialmente entre jovens atletas de modalidades como corrida e futebol.

Essas lesões ocorrem devido à sobrecarga repetitiva nos ossos, que não recebem tempo suficiente para se regenerar. Pequenas fissuras, chamadas microfraturas, se acumulam até que a estrutura óssea não suporta mais o impacto. O resultado pode ser dor persistente, limitação dos treinos e afastamento prolongado da atividade esportiva.

Segundo especialistas, os principais fatores de risco incluem treinos excessivos, falta de períodos adequados de descanso, uso de calçados inadequados e desequilíbrios nutricionais. Atletas adolescentes estão particularmente vulneráveis, já que o corpo ainda está em desenvolvimento.

O diagnóstico precoce é essencial. Muitas vezes, a fratura por estresse não aparece em radiografias iniciais, exigindo exames mais detalhados como a ressonância magnética. O tratamento inclui repouso, fisioterapia e, em alguns casos, ajustes na carga de treino e acompanhamento nutricional.

A Sociedade Brasileira do Trauma Ortopédico (SBTO) reforça a importância da prevenção, orientando jovens atletas, treinadores e famílias a respeitarem os limites do corpo. Pausas estratégicas nos treinos, fortalecimento muscular e acompanhamento especializado são medidas fundamentais para garantir desempenho esportivo com segurança.